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Tradução, transposição e adaptação semióticas

Tradução, transposição e adaptação semióticas

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     Neste livro são abordados, de diferentes perspectivas, os fenômenos de intermidialidade, tradução, transposição e/ou adaptação intersemióticas. Os temas têm despertado interesse em muitas áreas -- literatura comparada, estudos de tradução, semiótica e semiologia, estudos das mídias, estudos de intermedialidade e interartes. Não é a toa. Fenômenos de mixmídia, multimídia, referência intermidiática, infestam com contundência sistemas e processos semióticos em todos os suportes e mídias conhecidos (cinema, vídeo e TV, música, dança, livros e fotolivros, mídias digitais, etc). Este livro trata de uma pequena porção destes fenômenos.

     Queiroz & Aguiar exploram uma tese fundamental da filósofa Victoria Welby sobre a necessidade de associar à tradução uma teoria geral do signo. Eles exploram esta tese sob a moldura geral da semiótica de C.S.Peirce. A ideia é que qualquer explicação sobre tradução intersemiótica deve fornecer um modelo de processos semióticos e uma classificação de suas variedades morfológicas concebíveis. Há várias consequências que podem ser derivadas da teoria de Peirce, com base na tese de Welby -- o modelo Peirceano de semiose descreve um fenômeno triádico, contexto e intérprete-dependente. Eles exploram algumas destas consequências, especialmente a irredutibilidade triádica da relação signo-objeto-interpretante, examinando um caso de tradução intersemiótica de Macunaíma para dança.

     Tatit apresenta em seu capítulo uma cuidadosa análise sobre as relações entre a forma musical, no contexto cancional brasileiro, e a força entoativa nas canções. As relações entre a proposta musical e vocal, entre a linguagem oral e suas modulações, ou entoações, são exploradas à luz da semiótica tensiva. Sua análise inclui estratégias de compositores que exploram propriedades timbrísticas da voz para desvinculá-la das funções imediatas da comunicação, remetendo-a as qualidades de que é feita. O capítulo desenvolve um modelo para descrever as relações entre forma musical e força entoativa.

     Nicola Dusi enfatiza o papel da tradução na semiótica. Ele faz um breve resumo sobre o debate envolvendo as traduções intersemióticas, entre semioticistas italianos (Umberto Eco, Paolo Fabri, Omar Calabrese), e discute a adoção e o uso de diferentes termos e noções - tradução, adaptação, transposição. Dusi discute várias considerações sobre o problema da equivalência e dos níveis de relevância na análise do fenômeno da tradução, que descreve como objeto multi-camadas de níveis mutuamente dependentes. Este capítulo está especialmente interessado na adaptação para o cinema de uma obra literária.

     Gorlée revê a tipologia de Jakobson sobre as três categorias de tradução, concentrando-se na “traducão“ intersemiótica. Para a autora, trata-se da “descentralização da linguagem verbal para transpô-la para linguagens não-verbais”. Gorlée expõe alguns problemas e características do fenômeno da tradução intersemiótica, que ela chama de metacriação, e desenvolve uma cuidadosa argumentação para correlacionar as funções da linguagem de Jakobson e as categorias de Peirce, incluindo as funções da linguagem de Bühler em sua abordagem. Seu capítulo está especialmente interessado na relação entre as artes verbais e musicais na ópera.

     Para Petrilli & Ponzio a tradução é um processo profundamente icônico-dependente. Segundo os autores, uma tradução é, ao mesmo tempo, similar e diferente. É o que eles chamam de paradoxo da tradução, porque um texto é, ao mesmo tempo, traduzível e intraduzível. Eles defendem a ideia da tradução como dispositivo tradutório e interpretativo, que é um aspecto do que chamam de “forma conectiva”, um tipo de estratégia de modelagem descrita como essencialmente metafórica. Isso significa dizer que os processos de tradução são dominados por iconicidade e desempenham um papel fundamental não só no “cruzamento” entre diferentes línguas, como também na própria condição para fazer tais cruzamentos.

     Augusto de Campos trata, em sua entrevista a João Queiroz, de projetos que realizou em colaboração com artistas visuais, músicos e compositores, teóricos e cientistas da computação. Ele aborda detalhes de algumas das mais importantes colaborações dos últimos anos. Ao fim, o leitor encontrará mais uma de suas experiências visuais, em nova recriação, ou transcriação, de um poema de Galina Ustvolskaia (1919-2006).

     Certamente a tradução, mas também fenômenos intermidiáticos, estão entre os mais difíceis problemas enfrentados pela semiótica. Eles, muitas vezes, requerem a integração de várias molduras teóricas, metodologias e modelos explanatórios. Como o leitor verá, estamos lidando com problemas que se distribuem em diferentes escalas e camadas de observação (por exemplo, semiótico, cognitivo, psicológico, social, histórico), e cujas explicações dependem de diversas estruturas conceituais, e recorrem a exemplos muito diversos. É natural supor que novas abordagens teóricas, para enfrentar os problemas examinados aqui, devem, portanto, considerar a possibilidade de integrar modelos desenvolvidos em diferentes campos ou perspectivas. Este livro apresenta, e sugere, algumas formas de conduzir projetos deste tipo.

 

João Queiroz & Daniella Aguiar.

Informações Adicionais

Autor Daniella Aguiar & João Queiroz (Orgs.)
Ano de Publicação 2016
Páginas 230
Tamanho 14 x 21
ISBN 978-85-7993-371-4

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