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Pêcheux e Foucault: caminhos cruzados na Análise do Discurso

Pêcheux e Foucault: caminhos cruzados na Análise do Discurso

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     APRESENTAÇÃO

 

     Este livro, intitulado “Pêcheux e Foucault: caminhos cruzados na Análise do Discurso”, apresenta doze estudos embasados sob o prisma investigativo de dois dos principais expoentes da constituição da Análise do Discurso (AD), especialmente no cenário teórico brasileiro: Michel Pêcheux e Michel Foucault. Contemporâneos, os dois franceses encetaram convergências e discordâncias que constituem ressonâncias nos modos de ser analista de discurso na atualidade. Corroborando essa assertiva, as pesquisas presentes neste livro evidenciam, a partir da produtividade teórico-metodológica de ambos os autores, o exame das mais diversas materialidades discursivas do momento presente, de maneira a revelar os caminhos que se cruzam nas investigações abrigadas sob a rubrica da AD.

     Nesse sentido, o primeiro capítulo, de autoria de Francisco Vieira da Silva (UFERSA), volta-se para a análise de duas séries enunciativas midiático-digitais, com vistas a pensar a constituição do sujeito a partir de dizeres que apontam para a urgência em ostentar um corpo torneado, atlético e malhado, levando em conta o funcionamento dos discursos na rede digital e as especificidades que os caracterizam, a partir das teorizações de Foucault acerca das tecnologias de poder e dos saberes que incidem sobre o corpo. Em seguida, o texto escrito por Silmara Dela Silva, Elaine Pereira Daróz e Ceres Ferreira Carneiro (UFF) discute as condições de produção que sustentam o discurso sobre a beleza, atributo tão indispensável na atualidade. Para tanto, as autoras tomam como ponto de ancoragem a repercussão gerada por uma reportagem publicada na revista Veja acerca da beleza de Marcela Temer, hoje primeira-dama do Brasil.

     O capítulo seguinte, de autoria de Edileide Godoi (UFPB), propõe compreender como a mídia produz discursos que justificam a exclusão/inclusão de determinado sujeito tatuado. Como objeto de análise, a pesquisadora seleciona uma reportagem da revista Superinteressante, a qual acaba por marginalizar o tatuado como um sujeito perigoso em potencial. Posteriormente, Mailson Fernandes Cabral de Souza e Gilbraz de Souza Aragão (UNICAP) analisam os discursos que irrompem por meio do Comitê Nacional de Respeito à Diversidade Religiosa (CNRDR), no intuito de averiguar as controvérsias e as polêmicas que emperram a promoção da liberdade e da diversidade religiosa no Brasil. Os autores defendem que a diversidade religiosa pode representar um gesto de leitura para a compreensão dos embates ideológicos que se realizam em torno da relação entre religião e política no espaço público brasileiro. Dando continuidade à presente coletânea, o capítulo de Ilza Galvão Cutrim e Maxhemyliano Silva Marques (UFMA) investiga as práticas discursivas que instauram o servidor público policial, a fim de verificar como tais práticas envolvem os conceitos acerca da imagem do policial e de que forma corroboram o discurso do sujeito enunciador. Para isso, os autores debruçam-se sobre dois programas de governo do candidato ao cargo de governador do estado do Maranhão, Flávio Dino. Já no capítulo de Agnaldo Almeida (UFMG), o foco centra-se sobre os sentidos do termo “família” em um debate televisivo do qual participaram candidatos com posicionamentos discursivos distintos. A partir da análise, o autor assegura que definir o que é ou não uma “família” não é uma questão puramente linguística, ao contrário, é política e simbólica.

     Em seguida, Karoline Machado Freire Pereira e Ilderlandio Assis de Andrade Nascimento (UFPB) trazem à baila um gesto de leitura sobre a materialidade fílmica Os Contos Proibidos do Marques de Sade, de modo a estudar como a interdição e a subjetivação perpassam a construção de sujeitos (situados em um tempo histórico determinado), atentando para a intrincada relação entre saber e poder na constituição de discursos sobre a sexualidade. Nessa diretriz que promove caminhos cruzados entre Pêcheux e Foucault, temos também o estudo de Felipe Casado de Lucena (UNICAP), que, pela via do jornalismo popular, apresenta-nos o discurso do cotidiano, por meio de uma análise das características do discurso do sujeito-jornalista, trazendo para a discussão a ordem interdiscursiva e intradiscursiva. Em seguida, Israel de Sá (UFU) destaca a conjunção existente entre o linguístico e o histórico no estabelecimento da Análise do Discurso e na constituição de uma teoria do discurso, ao trilhar um breve panorama dos estudos históricos desenvolvidos desde os historiadores dos Annales até os aprofundados pela chamada Nova História. No capítulo subsequente, Maria do Carmo Gomes P. Cavalcanti (UNICAP) apresenta-nos o discurso religioso, por meio de um olhar sobre a Teologia da Prosperidade na Igreja Universal do Reino de Deus, como vertente Neopentecostal. A autora analisa alguns efeitos de sentido na prática discursiva neopentecostal no aspecto referente ao hedonismo vinculado à Teologia da Prosperidade. (TP), bem como identifica as tomadas de posição do sujeito frente ao funcionamento discursivo que emerge no interior desta Igreja.

     Já no capítulo seguinte, Jocenilson Ribeiro (UNILA) faz-nos pensar na apropriação da imagem como objeto pedagógico, ao trazer para reflexão as noções de história e arquivo, tal como aparecem nos escritos de Michel Foucault, e de discurso, conforme proposto por Michel Pêcheux. Produzindo um efeito de sentido de fim, este livro ainda acrescenta mais um capítulo. Escrito por Dalexon Sérgio da Silva e Nadia Pereira da Silva G. de Azevedo (UNICAP), o texto chama a atenção para o enunciado “Somos Todos Chape”, produzido em razão do acidente aéreo que vitimou integrantes do clube de futebol brasileiro Chapecoense em Medellin, na Colômbia, em novembro de 2016. Além disso, os autores analisam uma fotografia do sujeito-jornalista Roberto Cabrini (SBT) no local do acidente, no intuito de investigar a rede de sentidos que atravessam o enunciado “Somos todos Chape” e a fotografia do jornalista, considerada inapropriada para a situação. O capítulo insiste na tese de que o lugar social no qual o sujeito se filia marca o que pode e o que deve ser dito. Aqui, fazemos a você, caro leitor, uma injunção à interpretação, a cruzar essa trajetória traçada inicialmente por Pêcheux e Foucault nos (des)caminhos da AD.

     Com o efeito de sentido convidativo dos autores e dos organizadores deste livro, subscrevemo-nos,

     Dalexon Sérgio da Silva e Francisco Vieira da Silva (Organizadores)

Informações Adicionais

Autor Dalexon Sérgio da Silva; Francisco Vieira da Silva (Orgs.)
Ano de Publicação 2017
Páginas 234
Tamanho 14 x 21
ISBN 978-85-7993-404-9

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