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LEITURA EM BAKHTIN E PAULO FREIRE - Palavras e mundos

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Edite Moura mostra aqui que sabe caminhar sem reduzir as palavras pronunciadas por Freire e por Bakhtin aos sentidos únicos que referendariam sua tese, e ao mesmo tempo que nos conduz pelos conceitos tomados como lugar de encontro dos dois autores – linguagem, palavra, consciência, comunicação, conhecimentos, conscientização, humanização, alfabetização, diálogo, dialogismo, interação – recuperando-os, com astúcia e perspicácia, desenha um quadro das propostas freireanas sobre a leitura. Não se pode deixar de notar, com a autora, que a leitura aparece desde sempre na obra de Paulo Freire, pois alfabetizar-se é libertar-se dos limites impostos pelas condições materiais efetivas para as interações possíveis, ultrapassando tempos e espaços da vida concreta, enriquecendo-a com a experiência passada e registrada para alavancar as transformações do presente segundo uma memória de futuro onde os homens se humanizam em suas relações constitutivas. Também não dá para deixar de ressaltar o fato de que em Paulo Freire a questão da leitura torna-se tema explícito a partir da obra Ação cultural para a liberdade. Outra lição implícita na obra do mestre: leitura, cultura e liberdade andam juntas.

Freire e Bakhtin comungam um ponto de partida: o homem é um ser de relações, portanto histórico, com tempo e espaço definíveis mas jamais delimitados: as fronteiras são limites a serem ultrapassados pelas transformações que a ação humana responsável é capaz de realizar. Um sujeito assim concebido, extremamente constrangido pelo seu tempo e espaço (entenda-se este como também social e histórico), mas não limitado às constrições porque capaz de imaginação, não é um sujeito individualmente potente: ele se constitui no seu espaço e a consciência que constroi em sua história é aquela que resulta de suas interações com a alteridade. A linguagem é a atividade constitutiva do homem e sua consciência. O diálogo, que não exclui a contraposição, a negação, a polêmica, é o caminho deste trabalho sem fim que nos faz sermos o que somos sem nos limitar a sermos sempre o mesmo: somos muitos com os muitos outros que nos rodeiam.

Aceitando este pressuposto de um processo histórico constitutivo do homem; e aceitando que a humanização do homem é produto da história e não tem um ponto de chegada pré-dado; e aceitando que a caminhada humanizante não é linear nem constante, com recuos (as muitas guerras estão aí para comprovar tal ponto de vista) e avanços que somente a perspectiva do grande tempo é capaz de detectar, os autores, com suas diferenças, acabam nos propondo não só uma compreensão dos processos, mas também um modo de agir – e apor nossa assinatura – nesta história sem fim de que, queiramos ou não, somos protagonistas.

Ler este livro exigirá responsabilidade do leitor: o engajamento dos autores de referência e o engajamento daquela que traça o bordado exigirão estudo e “estudar seriamente um texto é estudar o estudo de quem, estudando, o escreveu. É perceber o condicionamento histórico-sociológico do conhecimento. É buscar as relações entre o conteúdo em estudo e outras dimensões afins do conhecimento”, como nos ensinou Paulo Freire.

 

João Wanderley Geraldi

Informações Adicionais

Autor Edite Marques de Moura
Ano de Publicação 2012
Páginas 186
Tamanho 16 x 23 cm
ISBN 978-85-7993-123-9

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