Experiências de formação de professores alfabetizadores PE225865

Experiências de formação de professores alfabetizadores

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Margarete Sacht Góes; Janaína Silva Costa Antunes; Dania Monteiro Vieira Costa (Organizadoras) !@
Experiências de formação de professores alfabetizadores. São Carlos: Pedro & João Editores, 2019. 256p.
ISBN 978-85-7993-652-4
1. PNAIC. 2. Universidade Federal do Espírito Santo. 3. Formação de professores. 4. Conceito de Alfabetização. 5. Autores. I. Título.
CDD – 370

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APRESENTAÇÃO

 

 

Este livro nasceu do desejo de deixarmos registrado nossa experiência como formadores do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – Pnaic. A formação proposta pelo Ministério da Educação – MEC, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo (Sedu/ES) e as secretarias municipais de educação, no período de 2013 a 2016, trouxe à tona uma discussão que nos é muito cara: a alfabetização de todas as crianças.

Como integrantes no Núcleo de Estudo e Pesquisa em Alfabetização, Leitura e Escrita – Nepales, da Universidade Federal do Espírito Santo – Ufes, nos envolvemos criticamente e inteiramente nesse projeto, pois a alfabetização de todas as crianças é um sonho antigo que sonhamos juntos. Foram quatro anos de trabalho intenso e profícuo com as professoras alfabetizadoras de todos os municípios do Espírito Santo, quando pudemos estudar, pesquisar, dialogar e trocar experiências, pensando as crianças, os professores e a escola.

Dessa experiência única surge este livro. Ele é composto de 11 artigos, divididos em três partes. A PARTE I contempla os aspectos conceituais do Pnaic traduzidos em quatro artigos.

O primeiro artigo aborda o Conceito de alfabetização e formação de docentes, onde as autoras Claudia Maria Mendes Gontijo, Dania Monteiro Vieira Costa e Luciana Domingos de Oliveira discutem as bases teóricas que subsidiaram o conceito de alfabetização que fundamentou toda a formação de orientadores de estudos e dos professores alfabetizadores que participaram do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic).

Cleonara Maria Schwartz, Fernanda Zanetti Becalli, Shenia D'Arc Venturim Cornélio, no segundo artigo, discutem A leitura no Pnaic: dilemas e possibilidades, abordando como se constituem os discursos sobre o trabalho com a leitura, materializados nos documentos do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. Refletem sobre as diferentes concepções teóricas e metodológicas em torno do ensino da leitura que foram construídas ao longo da história da alfabetização e da leitura no Brasil e como o grupo de pesquisadores do Núcleo de Alfabetização, Leitura e Escrita do Espírito Santo (Nepales/Ufes), reorganizou o trabalho com a leitura, desenvolvido no percurso formativo do Pnaic (durante os anos de 2013 a 2016), enfocando a dimensão discursiva da leitura.

O terceiro artigo, Experiências formativas sobre a produção de textos escritos no Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, de Margarete Sacht Góes e Maristela Gatti Piffer, discute proposições conceituais contidas nos cadernos do programa de formação relativas à produção de textos escritos, enfocando-os como dimensão constitutiva do processo de alfabetização. Reafirma esse posicionamento conceitual e metodológico, nas atividades formativas e retoma as diferentes abordagens teóricas, disseminadas por meio dos métodos tradicionais, da corrente construtivista e da ideia do letramento, com o objetivo de problematizar e dialogar sobre as atividades de escrita predominantes nas práticas de alfabetização.

O texto de Kaira Walbiane Couto Costa e Nayara Santos Perovano, intitulado Avaliação da aprendizagem no contexto do Pnaic no estado do Espírito Santo, busca compreender as concepções de avaliação que fundamentam o Programa de Formação. A partir de uma perspectiva crítica e dialógica a respeito das práticas de ensino e das concepções teóricas e práticas sobre a alfabetização e o letramento impressas nos cadernos de formação do Pnaic, concebe as produções das crianças como verdadeiros instrumentos de avaliação da linguagem escrita. 

A PARTE II, retrata as experiências de formação cujas bases estão assentadas nos planejamentos que, após muita reflexão, pesquisa e discussão ressignificaram muitas propostas dos cadernos de formação.  

No primeiro artigo Vanildo Stieg e Regina Godinho de Alcântara trazem a discussão sobre A produção de textos orais e escritos e a formação Pnaic/Ufes/Nepales: o processo de ressignificação ao encontro dos contextos de enunciação, pautando-se, principalmente, na forma como se deram as interlocuções entre formadores e orientadores de estudos quando da tematização acerca da produção de textos orais e escritos pelos estudantes, materializados nos planejamentos apresentados.

O segundo texto, Dos diálogos produzidos no trabalho com a leitura no Pnaic, de Fabricia Pereira de Oliveira Dias e Joselma de Souza Mendes, apresenta o movimento de ressignificação realizado pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alfabetização, Leitura e Escrita do Espírito Santo (Nepales) na proposta de trabalho com a leitura desenvolvida no processo de formação de orientadores de estudo. Utiliza para o diálogo, os cadernos de formação elaborados pelo programa, além dos planejamentos organizados pelo Nepales nos quais foi abordada a dimensão leitura.

Com o terceiro texto Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, 2015: a atuação dos gestores municipais no Espírito Santo, as autoras Janaína Silva Costa Antunes e Ednalva Rodrigues Gutierrez, buscam refletir sobre as subjetividades desveladas em uma coleta de dados acerca da avaliação do suporte e infraestrutura para orientadores de estudo em suas formações locais, destacando tanto a dificuldade em relação ao financiamento para a execução do programa nos municípios como falhas no apoio logístico local.

O trabalho com a Educação do Campo foi contemplado no quarto texto Entre o epistêmico e o social: uma proposta formativa de professores alfabetizadores do campo, de Dulcinéa Campos e Maria da Penha Assunção, cuja abordagem originou-se de uma experiência de formação de professores alfabetizadores das escolas do campo e apresenta as tensões e contradições entre a matriz educativa demandada pelos sujeitos coletivos do campo e uma formação que  se coloca como determinante para a melhoria da educação, vinculando-a a uma alfabetização nos limites predeterminados, seguidos por uma avaliação em larga escala, como consta na proposta orientadora do Pnaic.   

A PARTE III traz para o leitor experiências de salas de aula, cujas narrativas são relatos das professoras alfabetizadoras em suas atividades pedagógicas. O primeiro relato de experiência é de Mônica Cristina Medici da Costa e Renata Strzepa Potkul, Pnaic e formação de professores/as alfabetizadores/as: um relato de experiência na perspectiva discursiva, e se deu a partir da leitura do livro intitulado “A economia de Maria”, cuja sequência didática foi produzida por um dos grupos de professores/as alfabetizadores/as e teve o objetivo de desenvolver um trabalho na perspectiva discursiva, contemplando o desenvolvimento de atividades que valorizassem os contextos e as conexões entre os campos conceituais. 

Outro relato de experiência foi produzido pelas autoras Geisa Nara Dias da Silva e Margarete Sacht Góes, que discute Possibilidades pedagógicas: sequência didática a partir do livro de literatura “A flauta do tatu”. O trabalho teve como objetivo, desenvolver a leitura e a produção de textos com sentido, nas salas de alfabetização com a finalidade de contribuir no processo de apropriação da linguagem escrita das crianças.

O último texto Prática pedagógica: as Ciências Humanas e Naturais na Alfabetização das crianças, de Susana Cardoso Almeida e Bárbara Cristina Barcellos visa discutir e refletir sobre as práticas pedagógicas, levando-nos a refletir sobre quais práticas podem contribuir para o processo de Alfabetização das crianças, de maneira a levá-las à consolidação dos diversos conhecimentos de forma prazerosa e interdisciplinar.

Com este livro, esperamos contribuir com a formação dos professores alfabetizadores do estado do Espírito Santo e que, por conseguinte, reverbere no processo ensino aprendizado nas crianças.

Agradecemos a todas e a todos que colaboraram para a produção desta obra que marca o trabalho desenvolvido pelos inúmeros professores pesquisadores que compõem o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alfabetização, Leitura e Escrita do Espírito Santo (Nepales), da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

 

As Organizadoras

 

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