A elegância dos quero-queros: política & cotidiano PE727006

A elegância dos quero-queros: política & cotidiano

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João Wanderley Geraldi !@
A elegância dos quero-queros: política & cotidiano. São Carlos: Pedro & João Editores, 2019. 111p.
ISBN: 978-85-7993-741-5
1. Estudos da vida. 2. Textos políticos. 3. Signos da construção de um país. 4. Autor. I. Título.
CDD – 410

R$ 30,00

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INTRODUÇÃO

 

No final de 2018, prometi que neste ano de 2019, o primeiro do reinado fascista do clã Bolsonaro, eu não escreveria sobre política. Iniciei em janeiro uma frustrada carreira de cronista: pescar com redes mal cosidas fatos do cotidiano. Torná-los temas com alguma graça.

Não deu certo: faltaram-me peixes na rede porque não soube ver nem ouvir. E quando apanhados, faltou-me engenho e arte. Ou a mim se sobrepôs o vício de pensar e pesar fatos políticos.

Agora que preparo este livro, com crônicas escritas no último ano (novembro de 2018 e setembro de 2019), verifico que escrevi mais crônicas políticas do que imaginava. Não cumpri a promessa de fim de ano, como em todos os anos. Infidelidades a promessas de fim de ano, eu sei, não é exclusividade minha! E o leitor há de compartilhar mentalmente comigo alguma das suas promessas não cumpridas.

No final do ano passado, publiquei as crônicas que me pareciam contar um pouco a história do golpe iniciado logo após a publicação dos resultados das eleições em 2014 com o Aécio Neves, acompanhado de deputado federal Carlos Sampaio (seu assessor jurídico na campanha), tiveram seus dois pontos altos no impeachment da Presidente Dilma e na prisão de Lula, e desaguou na eleição de Bolsonaro, cujos eleitores não podem hoje dizer que não sabiam em que votavam! Batizei o livro com o nome Urdiduras do golpe. Cartas, jogadores e marionetes (Pedro & João Editores, 2018). Nele ocorreu algo que mostra como estava a campanha eleitoral de 2018, em sua última semana. Como tinha que fechar o livro com urgência, escrevi no dia 28 de outubro, data do segundo turno, duas crônicas: uma caso houvesse uma virada histórica, possível segundo os dados da pesquisa da Vox Populi, financiada pelo público da pós-TV 247; e uma segunda, para o caso de Bolsonaro se eleger...

O livro saiu às pressas: o lançamento seria num encontro de Bakhtinianos em Cascavel, no Paraná, ainda no começo da segunda quinzena de novembro. E nele ficou registrado implicitamente o clima do final da campanha: no sumário do livro aparece o título da crônica que comemoraria a eleição de Fernando Haddad; mas a crônica que encerra o livro anuncia a eleição do fascismo pelo voto direto da população.

Para recuperar este tempo, publico aqui, na seção “Política”, as duas crônicas... aquela que fala do que de fato aconteceu justifica a promessa de fim de ano que não voltar à política, promessa que tive que fazer a pedido da minha filha que vive na longínqua Dinamarca como professora universitária, e com razão acreditava numa perseguição política que não está sendo mais pesada porque a imbecilidade presidencial não lhe dá tanta corda assim. Afinal, as últimas pesquisas de opinião e a análise feita mostram que o núcleo duro de neofascistas brasileiros chega a apenas 12% dos eleitores.

No entanto, separar os textos em dois conjuntos – cotidiano e política -, como se sabe, é sempre uma decisão arbitrária. A política, porque remete à organização da vida, penetra no cotidiano onde se torna concreta, está presente nas ciências porque o conhecimento responde a interesses e entra livro adentro como componente necessário, já que suas ‘personas’ jogam dentro de uma organização social que a ficção funda em verossimilhança com aquela em que vivemos, mesmo quando dela pretende escapar.

Separar crônicas do cotidiano das crônicas políticas não resulta de um critério claro, simples, ainda mais considerando a inclinação do autor de não calar a boca ante ao descalabro que assola o país, num movimento retrógrado em todos os setores da vida: na economia, na educação, na ciência, nas relações internas e externas, na cultura, no comportamento. É um sem fim... Tudo está sob o signo da destruição.

Que este livro seja um grão de areia na construção que nos cabe historicamente: a resistência.

 

Barequeçaba, setembro de 2019

João Wanderley Geraldi

 

 

·       O livro aqui referido foi editado pela Pedro & João Editores 

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