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(D)eficiências e preconceito: (in)visibilidades da deficiência no cinema. II

(D)eficiências e preconceito: (in)visibilidades da deficiência no cinema. II

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     Como pesquisadores, somos treinados para separar, classificar, organizar e analisar nossos objetos de estudo com base em critérios lógicos e objetivos. Somos capacitados para nos distanciar do que é subjetivo, emocional e ilógico. Tememos que, em nossas produções científicas, transpareçam essas “coisas do coração”, geralmente expressas em linguagem metafórica. Por isso, treinamos formas de escrita marcadas por um caráter formal e impessoal e evitamos a construção de orações na primeira pessoa do singular. Evitamos a nós mesmos – como seres que sentem – em nossas produções acadêmicas. Mas como analisar produções cinematográficas desconsiderando as emoções que elas nos despertam? Ora, tanto é verdade que um filme que não evoca sentimentos não é digno do nosso tempo, quanto é fato que uma pessoa que nada sente quando assiste a um filme não está capacitada para entendê-lo.

     Assim, na análise de filmes, para que as reflexões possam emergir, as emoções não podem ser evitadas. No mínimo elas precisam ser conjugadas com a razão. É justamente por estas características que a Arte é poderosa: ela pode incitar até mesmo a ciência a sair do lugar comum.No presente livro os autores analisam alguns dos mais emocionantes filmes que abordam histórias relacionadas com pessoas com deficiência, com Altas Habilidades/Superdotação e/ou com Transtornos Globais do Desenvolvimento (autismo). Nestas análises, nem sempre separam as discussões acadêmicas das emoções que o filme desperta. Felizmente, diga-se de passagem!

     Amanda Rodrigues de Souza, no artigo “A Teoria de tudo: Uma visão sobre a dupla excepcionalidade” versa sobre o filme “A Teoria de Tudo” abordando tanto o enredo do filme quanto a Esclerose Lateral Amiotrófica e a condição de Altas Habilidades/Superdotação associada com o físico inglês Stephen William Hawking. O filme ilustra a condição de dupla excepcionalidade e a autora em questão coteja-o com a legislação brasileira, destacando, com sensibilidade, a especificidade das pessoas que não se encaixam em apenas um dos rótulos acadêmicos que a ciência utiliza para compreender a diversidade humana.

     Clesiomar Antônio dos Santos Inácio, no artigo “Gaby, uma história verdadeira: (Des) construindo conceitos” aborda o filme sobre a vida de Gabriela Raquel Brimmer Dlugacz, uma escritora e ativista mexicana que lutava pelos direitos das pessoas com deficiência. Clesiomar relaciona a análise do filme com a discussão sobre a paralisia cerebral, sobre estigmas e sobre os mitos relacionados com a sexualidade e afetividade de pessoas com deficiência. Ao falar sobre os mitos relacionados com a sexualidade, o autor destaca que o filme mostra Gabriela Dlugacz como uma mulher que sente e satisfaz desejos como qualquer outra, desvelando o quanto o cinema pode ser significativo para desconstruir as equivocadas concepções que associam deficiência com assexualidade.

     Evelanne Samara Alves da Silva, no artigo “O Escafandro e a Borboleta: uma reflexão sobre o inesperado”, aborda a deficiência adquirida, tanto apontando como a deficiência pode vir a se tornar parte da vida de qualquer pessoa, quanto destacando as consequências da deficiência, seja em sutis aspectos do cotidiano ou nos rumos dos aspectos mais essenciais da vida. Refletindo sobre o filme “O Escafandro e a Borboleta”, Evelanne nos leva a pensar sobre a fragilidade e a força humanas.

     Natasha Reis Ferreira, no artigo “Esporte, participação social e deficiência física” realiza uma análise do documentário Murderball - paixão e glória”, discutindo sobre o esporte adaptado – especialmente o rugby em cadeira de rodas e sobre como o preconceito e os estigmas relacionados com as pessoas com deficiência podem ocorrer entre indivíduos com distintas deficiências. Natasha aponta o ineditismo do documentário ao retratar detalhes esportivos e cotidianos das pessoas com deficiência física, geralmente não retratados nos filmes sobre o assunto.

     Suellen Silva Rodrigues, em artigo que versa sobre o filme “Perfume de Mulher”, destaca que, neste filme a história de Frank Slade como um deficiente visual apresenta inúmeras contribuições para desmitificar estigmas relacionadas com esta deficiência. Para Suellen, que aborda teoricamente diversas temáticas (deficiência visual, o papel da família perante a pessoa com deficiência e a sexualidade da pessoa com deficiência) implícitas e explícitas no enredo do filme, falta de informação e preconceitos estabelecem limites de vivência da sexualidade por pessoas com deficiência visual.

     Rosangela Cristina Sales Tezori, em artigo abordando o filme “Vermelho como o céu” e defende que a área cinematográfica possibilita que diferentes ideias sejam discutidas no meio educacional e social. Para Tezori, “Vermelho como céu” mostra como a legislação e a cultura são determinantes no delinear da pessoa com deficiência visual e ilustra de forma clara que a pessoa com deficiência visual pode e deve interagir livremente no seu meio, bem como dar sua contribuição à sociedade.

     Arlindo Alves da Costa, em um primeiro artigo e Denise Maria Nepomuceno Schiavon e Karin Elisabeth Kruger, em um segundo artigo, analisam o filme “Hoje eu não quero voltar sozinho” perpassando, respectivamente, pela construção social da adolescência e da sexualidade para o deficiente visual e pela dupla condição estigmatizante de deficiente e homossexual. Com suas análises, os autores ressaltam a dificuldade social de lidar com o diferente e como condições distintas como a da deficiência e da homossexualidade podem ter elos em comum.

     Em seu conjunto, os artigos que compõem o presente livro formam um importante recurso para sensibilizar e para pensar temáticas como estigma e preconceito. Recomendamos aos leitores que assistam os filmes analisados - com pipocas e lenços – e que, posteriormente, degustem esta obra.

 

Dr. Franco E. Harlos

Mestre e doutor em Educação Especial

Professor do Instituto Federal de Foz de Iguaçu/PR

Informações Adicionais

Autor Fátima Elisabeth Denari [Org.]
Ano de Publicação 2016
Páginas 169
Tamanho 16 x 23
ISBN 978-85-7993-355-4

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