Urdiduras do golpe: cartas. Jogadores e marionetes PE100
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Urdiduras do golpe: cartas. Jogadores e marionetes

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Jo√£o Wanderley Geraldi !@
Urdiduras do golpe: cartas. Jogadores e marionetes. S√£o Carlos: Pedro & Jo√£o Editores, 2018. 463p.
ISBN 978-85-7993-589-3
1. Golpe pol√≠tico. 2. Golpe de 2016. 3. PT ‚Äď Partido dos Trabalhadores. 4. Autor. I. T√≠tulo.
CDD ‚Äď 320 / 410

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Deixemos como pressuposto inquestion√°vel que n√£o houve apenas uma troca de governo com o golpe de 2016, substituindo-se uma presidenta e sua equipe por outro presidente e outra equipe, com orienta√ß√£o diversa e com um projeto de pa√≠s recusado pelas urnas. Houve mais do que isso: houve uma mudan√ßa de regime, pois a ningu√©m resta d√ļvida de que passamos a viver sob uma ditadura de nova face, conduzida pelo judici√°rio e garantida pela m√≠dia tradicional.

Esta nova forma de condu√ß√£o ditatorial, elaborada pelos interesses econ√īmicos e geopol√≠ticos imperiais, atende a objetivos bem concretos: a energia, a √°gua e os minerais. Assim, a orquestra√ß√£o do golpe que nos atingiu vem sendo composta √† dist√Ęncia, no tempo e no espa√ßo. A execu√ß√£o deixada a cargo de atores bem preparados (como √© o caso de Moro e seus procuradores e delegados, instru√≠dos diretamente na sede do imp√©rio), ou mal preparados e incompetentes (como nos casos de Eduardo Cunha, Rodrigo Maia e Michel Temer) ou ao discurso da subordina√ß√£o volunt√°ria ao capital de que recebe suas sobras (como √© o caso da m√≠dia tradicional como as redes de tv aberta, os jornais de grande circula√ß√£o e as revistas formadoras de opini√£o).   

Num planeta de recursos finitos, riquezas da ordem do pr√©-sal e do aqu√≠fero Guarani ati√ßam cobi√ßas porque no horizonte n√£o se vislumbra nenhuma nova ordem social que estanque um sistema de produ√ß√£o de desperd√≠cios numa explora√ß√£o sem limites da natureza. Age-se no regime capitalista como se os recursos fossem infinitos, mas o capital sabe que s√£o finitos e por isso onde h√° recursos naturais essenciais, n√£o h√° estabilidade pol√≠tica a n√£o ser aquela imposta pelo sil√™ncio. Com raras exce√ß√Ķes ‚Äď incluindo nelas a Noruega e a sede do imp√©rio ‚Äď onde h√° petr√≥leo - a democracia √© de fachada.

Embora a faceta mais vis√≠vel do capitalismo contempor√Ęneo seja sua face improdutiva, onde o dinheiro gera dinheiro, com a brutal concentra√ß√£o de renda e constru√ß√£o abissal da desigualdade, destruindo a agora desnecess√°ria vitrine do Estado de Bem Estar Social e globalizando a mis√©ria, continuamos a viver num regime de produ√ß√£o de bens gerados pelo trabalho de alguns [cada vez mais a tecnologia est√° mostrando que poderemos nos ver livres da condena√ß√£o b√≠blica ao suor quando da expuls√£o do para√≠so] para o consumo de pouqu√≠ssimos e com uma produ√ß√£o brutal de lixo, de descarte, de obscelesc√™ncia apressada para que a m√°quina continue a funcionar.

Na literatura, em Relat√≥rio Lugano,  Susan George[1] toma esta quest√£o da finitude dos recursos e da explora√ß√£o ‚Äúinfinita‚ÄĚ como seu tema. Na sua narrativa, o capital financiou o encontro dos melhores 100 cientistas do mundo, em Lugano, para que respondessem a uma pergunta: o que era necess√°rio fazer para continuar o mesmo regime nos pr√≥ximos cem anos? Os debates das personagens, que permitiram √† autora trazer para o enredo informa√ß√Ķes sobre o crescimento da popula√ß√£o mundial, levam-nos a concluir que o planeta comportaria um m√°ximo de 4 bilh√Ķes de habitantes. Todo o excedente devendo ser eliminado atrav√©s de guerras localizadas.

Como a vida imita a arte, vivemos sob o terror declarado da doutrina Bush de que ‚Äúo mundo √© um campo de batalha‚ÄĚ, assumida por Obama (cf. Jeremy Scahill)[2] e agora aparentemente caranavalizada na forma de guerra alfandeg√°ria de Trump (para esconder a guerra suja que permanece existindo e matando gente no Oriente M√©dio), j√° que n√£o s√£o as for√ßas pol√≠ticas que chegam √† Casa Branca que definem as linhas de conduta do imp√©rio, mas o Pent√°gono, a ind√ļstria [b√©lica, particularmente] e os interesses do capital financeiro.

O pensamento hegem√īnico, hoje tratado como pensamento √ļnico, funciona como uma avalanche, um tsunami que vai levando de rold√£o, afogados, mesmo os espa√ßos tradicionais da reflex√£o cr√≠tica, como √© o caso da universidade onde est√£o todos √†s voltas com um produtivismo e sob a amea√ßa de ‚Äúretalia√ß√Ķes avaliat√≥rias‚ÄĚ. N√£o h√° mais tempo para o pensamento. Muito menos para a sabedoria. E desde que se decretou, em gabinetes acad√™micos, o ‚Äúfim da hist√≥ria‚ÄĚ e o ‚Äúfim das grandes narrativas‚ÄĚ, uma desculpa est√° de antem√£o dada para aqueles que embarcam nas exig√™ncias da universidade neoliberal.

Historicamente, nunca foi no interior da universidade que se gestaram mudan√ßas. O fim da Idade M√©dia encontrou barreiras nas c√°tedras da Sorbonne. A revolu√ß√£o francesa n√£o foi conduzida por acad√™micos. A revolu√ß√£o russa carregou uma bandeira desenhada na luta pol√≠tica. Mas n√£o se pode negar a participa√ß√£o hist√≥rica dos intelectuais na elabora√ß√£o de trajet√≥rias outras para o curso da hist√≥ria. Assim, √© para este lugar de fermenta√ß√£o cr√≠tica e elabora√ß√£o de ideias que grande parte da sociedade olha, e a universidade brasileira, dentro do golpe e sofrendo a mesma ditadura de nova face, vem respondendo com cursos livres que tematizam o Golpe de 2016, mesmo correndo os riscos de aparecerem como r√©us em processos que s√£o movidos pelo Minist√©rio P√ļblico Federal, com desrespeito e ao arrepio da liberdade acad√™mica.

Narrar o que aconteceu sempre implica, como em todo processo enunciativo, na linha de um continuum do tempo, marcar um ponto arbitr√°rio a partir do qual o enunciador inicia sua narrativa, quando esta n√£o constroi para si pr√≥pria um mundo de refer√™ncias interno, como √© o caso da literatura. Ora, este ponto definido como um corte sobre um continuum √© sempre um ato arbitr√°rio que responde aos interesses da narrativa. A an√°lise dos fatos narrados, obviamente, n√£o pode se impor os mesmos limites, nos dois sentidos deste continuum: de um lado porque se chega a um presente, e portanto h√° uma caminhada que o antecede; de outro lado, tudo o que acontece no presente aponta para um futuro (e na verdade deste futuro desejado √© que se extraem os crit√©rios da a√ß√£o ou escolha do presente). Assim, a an√°lise sempre ultrapassar√° os limites cronot√≥picos de uma narrativa. Como esta an√°lise tende ao infinito, porque sempre revisitaremos fatos e sempre projetaremos horizontes de futuro, tamb√©m aqui h√° limita√ß√Ķes, ora impostas pelo pr√≥prio comentarista, ora pelas suas condi√ß√Ķes de produ√ß√£o.

Como aqui n√£o se far√° hist√≥ria cr√≠tica, e para que n√£o se imagine que cada fato comentado cap√≠tulo a cap√≠tulo, cr√īnica a cr√īnica, esta introdu√ß√£o tem a fun√ß√£o de situar os textos que comp√Ķem a colet√Ęnea. H√° que come√ßar em algum lugar e em algum momento. 

Reconhe√ßamos, pois, que o mal estar do capital se iniciou desde que o resultado das elei√ß√Ķes apontou a vit√≥ria de Lula. No entanto, seguindo as concess√Ķes que permitiram a vit√≥ria, o comprometimento estreito da pol√≠tica econ√īmica de Palocci com o mercado (isto √©, com os bancos e com os rentistas) havia paralisado o in√≠cio do governo Lula, levando, inclusive, ao pedido de demiss√£o de Frei Beto que dirigia o programa Fome Zero.

Seguiu-se o processo, que acabou sendo denominado de Mensal√£o e, no seu contexto, um esc√Ęndalo envolvendo Ant√īnio Palocci afasta-o do Minist√©rio da Fazenda. Lula volta √†s ruas, visita o pa√≠s. E quando tudo apontava para o desmoronamento dos sonhos e das quimeras, eles s√£o retomados por um conjunto de pol√≠ticas sociais que desbancou o discurso da ‚Äúverdade inabal√°vel‚ÄĚ do mercado: o ajuste fiscal. Este ‚Äėmote‚Äô de comandar as a√ß√Ķes do governo, pois a ele se chegara movido por utopias que n√£o poderiam ser engavetadas.

Foi ent√£o que efetivamente programas sociais passaram ao centro da agenda do governo: o avan√ßo do Bolsa Fam√≠lia, os programas de acesso ao ensino superior, a pol√≠tica de aumento real da renda do trabalhador, com a consequente retirada do n√≠vel da mis√©ria de 40 milh√Ķes de brasileiros. N√£o surgiu qualquer classe m√©dia como a imprensa queria fazer crer. Apenas o trabalhador passou a ganhar mais dignamente, embora ainda nem tenhamos chegado aos p√©s dos sal√°rios de estados de bem estar social.

Dando uma m√£o a cada santo, numa pol√≠tica de concilia√ß√£o de classes, o governo Lula beneficiava o povo sem retirar do capital seus lucros e dividendos... E j√° na segunda metade do primeiro mandato desenham-se tr√™s objetivos essenciais e que marcar√£o, do meu ponto de vista, este final de mandato e o mandato seguinte: o combate √† mis√©ria; a inclus√£o do pa√≠s no mundo globalizado de forma independente (surgem os BRICS) e o incentivo a grandes conglomerados empresariais capazes de concorrer no mercado externo. Tendo estas tr√™s metas essenciais, a necessidade de ‚Äúgovernabilidade‚ÄĚ para que isso se concretizasse ficou a cargo das assessorias e ministros do Presidente que passou a trabalhar no essencial, deixando o mi√ļdo dos interesses mesquinhos a cargo de outros.

Com a crise criada pela exploração financeira (2007/2008), o governo soube aproveitar a oportunidade: investiu no mercado interno e fez a economia crescer. O país vivia o sonho dourado de que um Estado de Bem Estar Social, fora de época, seria possível também abaixo da linha do Equador (mas é preciso salientar: o Uruguai e em algum tempo a Argentina tinham chegado a patamares a que jamais havia chegado a sociedade brasileira).

Estas pol√≠ticas sociais acirraram um pensamento meritocr√°tico enraizado na classe m√©dia baixa, m√©dia e alta da sociedade brasileira, que se sentiu atingida porque subiram para patamares de consumo pessoas que, segundo sua vis√£o, n√£o tinham o merecimento que elas pr√≥prias atribu√≠am a si mesmas. Alguns dos membros desta classe, quando n√£o herdeiros ‚Äėnaturais‚Äô do acesso aos n√≠veis superiores de ensino (e consequente exerc√≠cio das chamadas profiss√Ķes liberais), eram o que Bourdieu chamou de oblatas, isto √©, os primeiros a chegarem √† universidade, procedentes de fam√≠lias de classe baixa. Conseguiram isso gra√ßas ao aux√≠lio da fam√≠lia como um todo, como o eleito entre irm√£os e primos. A partir da√≠, do esfor√ßo efetivo e das priva√ß√Ķes que o esfor√ßo demandou, o terreno estar√° f√©rtil para a ideologia do m√©rito, que veem amea√ßados com as novas pol√≠ticas sociais que poderiam alterar o quadro que j√° havia sido apontado pelo longo estudo de Bourdieu e Passeron (1964). Afinal,

 

... nas chances de acesso ao ensino superior o resultado de uma sele√ß√£o que, ao longo de todo o percurso escolar, exerce-se com um rigor desigual segundo a origem social dos sujeitos; na verdade, para as classes mais desfavorecidas, trata-se puramente e simplesmente de elimina√ß√£o. Um filho de quadro superior tem oitenta vezes mais chances de entrar na universidade do que um filho de oper√°rio; suas chances tamb√©m s√£o o dobro das de um filho de quadro m√©dio. Essas estat√≠sticas[3] permitem distinguir quatro n√≠veis de utiliza√ß√£o do ensino superior: as categorias mais desfavorecidas t√™m hoje apenas chances simb√≥licas de enviar seus filhos para a faculdade (menos de cinco chances em cem); algumas categorias m√©dias (empregados, artes√£os, comerciantes), cuja propor√ß√£o cresceu nos √ļltimos anos, t√™m entre dez e quinze chances em cem; observa-se na sequ√™ncia a duplica√ß√£o das chances dos quadros m√©dios (quase trinta chances em cem) e uma outra duplica√ß√£o dos quadros superiores e das profiss√Ķes liberais, cujas chances aproximam-se de sessenta em cem. Ainda que n√£o sejam estimadas conscientemente pelos interessados, varia√ß√Ķes muito fortes nas chances escolares objetivas exprimem-se de mil maneiras no campo das percep√ß√Ķes cotidianas e determinam, segundo os meios sociais, uma imagem dos estudos superiores como futuro ‚Äúimposs√≠vel‚ÄĚ, ‚Äúposs√≠vel‚ÄĚ ou ‚Äúnormal‚ÄĚ... (op. cit., p. 16-17)[4] 

 

Por isso, a pol√≠tica de expans√£o do acesso ao ensino superior, com programas como PROUNI, FIES, pol√≠tica de quotas e a cria√ß√£o de novas universidades p√ļblicas em n√ļmero quase id√™ntico ao que se chegara em dois s√©culos de ensino superior ‚Äúassustaram‚ÄĚ aos que pertenciam √†s classes m√©dias e superioes e √†queles que a elas tinham chegado como oblatas. Assim, todos estes programas, al√©m do bolsa fam√≠lia, passaram a se estigmatizados por esta perspectiva que a m√≠dia soube explorar e aumentar exponencialmente.

As elei√ß√Ķes de 2010 fariam emergir publicamente este ponto de vista e o apoio √† candidatura de Jos√© Serra, que nesta campanha apela inclusive para o sentimento religioso, aumentou consideravelmente.

Acontece que o povo tem memória, alicerçada nos ganhos que havia tido nos seus dois períodos de governo petistas, apesar do massacre a que está sujeito. Votou em Dilma, uma candidata desconhecida que chegou à presidência em função da confiança popular em Lula. Dilma é eleita.

Iniciado seu governo, tinha duas op√ß√Ķes na condu√ß√£o da pol√≠tica econ√īmica: continuar o movimento iniciado por Lula de inclus√£o social, trazendo mais alguns milh√Ķes de miser√°veis ao mundo do consumo ou, considerando a situa√ß√£o internacional, investir no capital produtivo nacional para que seu ‚Äúempreendedorismo‚ÄĚ continuasse a alavancar o desenvolvimento. Optou pelo segundo caminho: Guido Mantega, que permanceu no comando da economia, costura com o capital industrial e com as centrais sindicais um plano econ√īmico centrado na produ√ß√£o local de bens, neste sentido, seguindo e aprofundando o programa do governo Lula p√≥s descoberta do pr√©-sal: a exig√™ncia de nacionaliza√ß√£o da produ√ß√£o de m√°quinas e equipamentos a serem contratados pela Petrobr√°s. Come√ßa ent√£o a pol√≠tica de redu√ß√£o da taxa SELIC e o incentivo do BNDES √†s ind√ļstrias nacionais.

Acontece que o pa√≠s j√° n√£o tinha industrialistas: a FIESP √© composta por rentistas... A redu√ß√£o da taxa de retorno mexeu em seus rendimentos. CNI e outras centrais patronais entram para a oposi√ß√£o. Est√° desenhado o pato amarelo que se tornar√°, mais tarde, s√≠mbolo do empresariado nas manifesta√ß√Ķes de rua.

Enquanto isso est√° acontecendo num n√≠vel das camadas sociais, num momento hist√≥rico em que o pa√≠s estava investindo em ‚Äúarenas‚ÄĚ para a Copa do Mundo, num pa√≠s que sempre teve no futebol seu esporte preferido com craques inscritos no jet-set internacional, nas camadas de mais baixa renda eclode o movimento paulistano do ‚Äúpasse livre‚ÄĚ. Um aumento nas passagens dos √īnibus conduzido sem a escuta dos usu√°rios faz virem para a rua aqueles que querem um avan√ßo nas conquistas sociais, que no governo Dilma pareciam est√°ticas. Uma reivindica√ß√£o justa fora do timing pol√≠tico. Estamos em 2013.

Foi o estopim: imediatamente aquela parcela da classe m√©dia baixa, m√©dia e alta defensora da meritocracia a que nos referimos antes assume as ruas exigindo o imposs√≠vel: que tudo tivesse ‚Äúo padr√£o FIFA de qualidade‚ÄĚ. O pato amarelo financia os novos movimentos: MBL, Vem pra Rua, entre outros, comandam as manifesta√ß√Ķes.

Noutra frente de desestabiliza√ß√£o, no campo jur√≠dico, come√ßa a opera√ß√£o Lava Jato, cujo objetivo √ļltimo e definido do exterior n√£o √© o combate √† corrup√ß√£o, mas a destrui√ß√£o das grandes empresas que se tornaram multinacionais e faziam concorr√™ncia aos interesses empresariais da sede do imp√©rio. Para matar dois coelhos numa s√≥ cajadada, era preciso destruir a empresa estatal do petr√≥leo que fazia as grandes encomendas √†s construtoras. Matava-se a fonte de seu crescimento, enfraquecia-se a Petrobr√°s e o acesso ao pr√©-sal viria com o sucesso na frente pol√≠tica do golpe.  

O primeiro mandato de Dilma chega ao fim no bojo destas destas crises: (1) a provocada pelas ruas e incentivada pela m√≠dia que apostava: enfraquecendo o governo, a proposta neoliberal defendida pelo seu candidato, no caso A√©cio Neves, sairia vitoriosa das urnas; (2) a a√ß√£o demolidora da frente jur√≠dica com o discurso do combate √† corrup√ß√£o com que se escondia a verdadeira raz√£o de ser das opera√ß√Ķes comandadas pela PF, MP e ju√≠zes midi√°ticos[5].

Come√ßa a campanha eleitoral neste clima: um pa√≠s dividido em que a direita est√° nas ruas e n√£o tem qualquer vergonha de expor seu egoismo, suas palavras de ordem, seu desejo de regress√£o social. A esquerda foi √† luta. Os intelectuais, afastados dos governos petistas, retornam √† campanha, a suas aulas p√ļblicas. O n√≠vel de reivindica√ß√£o baixa as exig√™ncias dos movimentos sociais que perceberam o momento pol√≠tico que est√°vamos vivendo. Continuar a exigir melhorias imposs√≠veis seria um tiro no p√©. Quem pediu ‚Äúpadr√£o FIFA‚ÄĚ n√£o foi o povo, foi a classe m√©dia, em todos os seus matizes. Neste clima, Dilma se reelege presidenta num clima de hostilidade √≠mpar: da imprensa, das rua

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