Pedro & João

Ir para o Conteúdo Principal »

Busca no Site

Você está agora em:

Atendimento educacional especializado para alunos surdos: representações sociais de professoras

Atendimento educacional especializado para alunos surdos: representações sociais de professoras

Duplo clique na imagem acima para visualizá-la maior

Reduzir
Aumentar

Mais Visualizações

Atendimento educacional especializado para alunos surdos: representações sociais de professoras

Enviar para um amigo

Seja o primeiro a comentar este produto

Disponibilidade: Em Estoque.

R$35,00
Acrescentar itens ao carrinho
OU

Descrição do Produto

APRESENTAÇÃO

 

Um dos principais assuntos da atualidade, no campo educacional, é a inclusão. Este livro que você tem em mãos sobre o Atendimento Educacional Especializado (AEE) discute a perspectiva da inclusão a partir do prisma de cinco professoras do ensino fundamental do Município de Breves, no Pará. Levanta perguntas do tipo: como a atual política de educação inclusiva é apreendida pelas professoras das escolas regulares? Como é que uma professora dá conta dos alunos Surdos? Que representações são elaboradas a respeito do AEE para Surdos? E mais, quais os sonhos e esperanças dessas professoras em relação à escolarização dos seus alunos Surdos? Que sugestões são dadas para melhorar o trabalho?

A perspectiva do livro é ouvir as professoras para construir uma resposta para essas perguntas, as quais remetem para suas práticas, para suas interpretações da história da educação inclusiva e da política pública de inclusão no Brasil. Uma breve incursão histórica, para entender a perspectiva histórica e espacial deste livro revela que:

a) A criação de um discurso sobre as pessoas que hoje caracterizamos como deficientes iniciou no século XII, com a fundação dos hospícios na França, tendo como fundamento as teses augustinianas do pecado original, destinadas às crianças “loucas, ou abandonadas” (GARDOU; DEVELAY, 2005) .

b) O renascimento propiciou a preocupação em “dar educação as crianças abandonadas”; o ideal do classicismo “acolhe os alienados”; e o ideal iluminista contribui para a criação das primeiras escolas especiais – o abade L’Epée, em 1760, funda o instituto de Surdos em Paris, utilizando a línguas de sinais; Valentin Haüy, em 1854, funda o Instituto Imperial de Meninos Cegos – e para o atendimento das pessoas com deficiência mental que se inicia sobre influência de Jean-Marc Itard na França em 1800. O incentivador da criação de escolas especiais foi o criador da neuropsiquiatria infantil, o médico francês Désiré-Magloire Bourneville, em 1893. No Brasil, essa institucionalização se deu com a fundação do Imperial Instituto de Meninos Cegos (IIMC) em 1854, com o Instituto Nacional dos Surdos-Mudos (INSM), em 1857, e com a fundação do asilo para alienados São João de Deus, depois Hospital Juliano Moreira, em 1874.

c) O inicio do século XX é um período de profundo pioneirismo e profusão de escolas especiais: Maria Montessori concebe a Casa del Bambino, Ovide Décroly inaugura na Bélgica, em 1901, um instituto para as crianças “atrasadas e anormais”; Lev Vygotsky funda em Moscou um laboratório de psicologia, coordenando as escolas especiais e investigações em defectologia.

d) O período pós-segunda guerra mundial (1939 a 1945) traz como consequência a criação de inúmeras escolas especiais para o atendimento de seus mutilados. No Brasil, de 1935 a 1954 surgem as Sociedades Pestalozzi e APAES para cuidar de “retardos mentais” e de 1957 a 1960 o governo federal desenvolve campanhas para a educação de deficientes. A Lei de Diretrizes e Bases (LDB) de 1961 (4.024/61), estabelece que o atendimento especial é de preferência na rede regular de ensino.

e) Um conjunto de declarações internacionais enfatiza a Educação para Todos: a Declaração de Jomtien (1990), a Declaração de Salamanca (1994), a Declaração de Guatemala (1999), a conferência de Dacar (2000). No Brasil, essa institucionalização ocorre principalmente na Constituição Federal de 1988; no Estatuto da Criança e do Adolescente (1990); na LDB (Lei 9.394/1996); no Decreto 3.298/1999, estabelecendo a política nacional da pessoa portadora de deficiência e a educação preferencialmente na escola regular; e no Plano Nacional de Educação (Lei 10.172/2001), na Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, de 2008, e mais recentemente, com o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015). Essa institucionalização centrou-se na democratização do acesso das pessoas com necessidades especiais à escola.

A intenção de Huber Kline Guedes Lobato, Ivanilde Apoluceno de Oliveira e José Anchieta de Oliveira Bentes com este trabalho é verificar como essa institucionalização repercute na ação das professoras que fazem o dia a dia da sala de aula, particularmente no atendimento que resultou dessa legislação, que se materializa em uma sala de recurso que pretende ser multifuncional e em um trabalho realizado pelas professoras pesquisadas chamado de “Atendimento Educacional Especializado”. Os autores, portanto, possuem uma posição crítica em relação a certos discursos ideológicos, valores, crenças e opiniões correntes a respeito da educação inclusiva.

Por fim, é preciso dizer que o livro ganha um valor inestimável uma vez que contribui para o debate sobre o Atendimento Educacional Especializado no contexto da inclusão e na leitura é possível conhecer o posicionamento das professoras, as situações criadas que fortalecem a aprendizagem dos alunos, a forma como pensam sobre o “outro” e sobre “si mesmas”, acompanhando a expressão do pensar e do agir, constituindo um otimismo necessário de que a aprendizagem ocorre por fora dos padrões de normalidade, e tudo isso é um “antídoto” contra discursos do tipo “nunca será capaz de aprender”.

Boa leitura!

Os autores

Informações Adicionais

Autor Huber Kline Guedes Lobato; Ivanilde Apoluceno de Oliveira; José Anchieta de Oliveira Bentes
Ano de Publicação 2017
Páginas 165
Tamanho 14 x 21
ISBN 978-85-7993-370-7

Tags do Produto

Acrescentar suas Tags:
Utilize espaços para separar tags. Utilize aspas simples (') para frases.
 

Meu Carrinho

Você não tem itens no seu carrinho de compras.