O que podem as licenciaturas em tempos de crise? (im)possíveis respostas do Instituto Federal do Paraná, campus Palmas PE751586

O que podem as licenciaturas em tempos de crise? (im)possíveis respostas do Instituto Federal do Paraná, campus Palmas

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Jacob dos Santos Biziak; Daiane Padula Paz [Organizadores] !@
O que podem as licenciaturas em tempos de crise? (im)possíveis respostas do Instituto Federal do Paraná, campus Palmas. São Carlos: Pedro & João Editores, 2020. 378p.
ISBN 978-65-86101-37-9
1. Licenciaturas. 2. Instituto Federal do Paraná - Campus Palmas. 3. Formação de professores. 4. Autores. I. Título.
CDD – 370 / 410

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APRESENTAÇÃO

 

 

 

Também me surpreendo, os olhos abertos para o espelho pálido, de que haja tanta coisa em mim além do conhecido, tanta coisa sempre silenciosa. (Clarice Lispector, Perto do coração selvagem)

 

Deserto é tudo quanto esteja ausente dos homens, ainda que não devamos esquecer que não é raro encontrar desertos e securas mortais em meio de multidões.( José Saramago, O Evangelho Segundo Jesus Cristo )

 

Este livro tem seu marco de nascimento em um instante bem específico. Em abril de 2019, o Instituto Federal do Paraná, Câmpus Palmas, recebeu o Prof. Dr. Newton Duarte em um grande evento voltado para as licenciaturas, organizado pelo curso de Letras e pela Pós-Graduação Lato Senso Linguagens Híbridas e Educação. Neste momento, nosso convidado especial palestrou a respeito de relações (in)tensas entre o chamado obscurantismo beligerante e a educação.

Nesse evento, começou a surgir um apelo pungente capaz de nos fazer retomar fôlego e seguir adiante. Mas, por outro lado, algo também muito forte e que iria nos fazer seguir adiante (por outros caminhos que, na verdade, não são tão outros porque vivem em nós, esperando formas e oportunidades de acontecer), dúvidas e incertezas: o que pode a educação em contexto de ataque viral ao trabalho do professor? O que pode a educação quando supostos saberes (ir)reconhecidos tem permissão de ocupar o lugar de um sujeito que dedica sua formação profissional a estudar as (im)possibilidades para “ser” professor?

Por momento, parecia tão pouco o que poderia ser feito de novo ou de mudança. Ainda mais em um contexto tão desértico e seco, quase amedrontador. Ao mesmo tempo, olhando para o espelho pálido do nosso cotidiano enquanto professores, fomos capazes de ouvir e sentir muito dos ruídos que só acontecem no silêncio como fundamento do que acreditamos ser. Entre diálogos e cafés com colegas e amigos, vieram à tona atividades desenvolvidas, trabalhos construídos, reflexões elaboradas, tudo saltou aos borbotões. Tudo assustadoramente perto do coração selvagem da vida e das mãos que tecem sonhos.

Logo, não foi preciso ir para longe buscar respostas às perguntas que nos inquietavam e entristeciam. Pelas trocas entre nós – e que segredo é esse da vida, daqueles que, na verdade, guardam sempre algo que resiste à significação o que surtira medo, agora, nos dava coragem, vontade. Na verdade, não se tratava de algo diferente, mas do movimento dos sentidos na história sendo presenciado pela prática que estrutura o funcionamento da língua: o diálogo, o intervalo. Pelas trocas (em reuniões, conversas de corredores, redes sociais), foi emergindo uma variedade de vivências, irrupções de sentidos, que estavam sendo desenvolvidas pelos docentes de nossas licenciaturas.

Assim, foi proposta a ideia de reunirmos este material – denso e heterogêneo a partir de um fio que responde e contesta: o que podemos fazer em épocas de crise é justamente (re)existir como o corpo que incomoda onde pouco se questiona e muito falta a ser feito. E isso recrudesce à medida que conhecemos o compromisso público dos Institutos Federais de Educação e Tecnologia de produzir ensino, pesquisa e extensão em locais onde, outrora, isso não chegaria. Descentraliza-se não só o local de trabalho, mas a verdade estabilizada que tanto pode ser perigosa quanto deixamos de a estranhar.

Esse volume, então, é resultado dessa nossa prática como docentes DE (posse? Origem? Destino?) educação para, justamente, estranhar realidades e construir deslizamentos como via de desenvolvimento social, psíquico e humano. O que se pensa não é a possibilidade de uma síntese, mas o eterno movimento intervalar entre perspectivas, de forma que o certo permaneça com seu tom de impossível, justamente para continuar como objeto de desejo, busca e construções de todo tipo.

Aqui, o leitor encontrará artigos somente de professores de cursos que trabalham com formação de professores (incluindo os que atuam em programas fundamentais, como o PIBID). Estes textos partem de diversas áreas do saber e foi uma opção deliberada dos organizadores não reunir os materiais a partir desse critério. Diferentemente, buscamos alternar os textos em suas áreas, de forma que a um texto da filosofia, segue-se um da pedagogia, segue-se uma da química, segue-se uma das letras e assim por diante. Com isso, o efeito de sentido almejado é da união, da força que sentimos a partir do evento mencionado no início desta apresentação. À crise, respondemos com a força das mãos de nossos trabalhos dadas. Além disso, o leitor, necessariamente, ao passar de um capítulo a outro, caminhará por estes lugares de saberes diversos, sem restringir-se a frequentar o agrupamento de textos de determinada área de saber que venha a lhe interessar.

Esperamos contribuir não só com nossas experiências humanas práticas e reais, mas com a sensação de que, apesar dos diversos pontos de vista que existam, o que pode surgir do contato e do diálogo ainda pode ser mais forte, e é...

 

Prof. Dr. Jacob dos Santos Biziak

Prof. Ma. Daiane Padula Paz

 

(professores do IFPR Palmas)

Outono de 2020

 

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