Concepções e Práticas Pedagógicas nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental Diálogo De/Para/Entre Professores PE455851

Concepções e Práticas Pedagógicas nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental Diálogo De/Para/Entre Professores

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Adrivania Maria Valério Honório [Organizadora] !@
Concepções e práticas pedagógicas nos anos iniciais do ensino fundamental: diálogo de/para/entre professores. São Carlos: Pedro & João Editores, 2019. 226p.
ISBN: 978-85-7993-772-9
1. Anos iniciais do ensino fundamental. 2. Práticas pedagógicas. 3. Conversas entre professores. 4. Autoras e autores. I. Título.
CDD – 370

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APRESENTAÇÃO

 

A Resolução nº 7, de 14 de dezembro de 2010 fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos e subdivide esse segmento em duas etapas: Anos Iniciais (1º ao 5º ano) e Anos Finais (6º ao 9º ano).

A etapa Anos Iniciais do Ensino Fundamental com duração de cinco anos, foco dos textos apresentados nesta coletânea, é a continuidade da Educação Infantil, e deve assegurar aos estudantes o acesso ao conhecimento e aos elementos da cultura imprescindíveis para a vida em sociedade. Para isso a Base Nacional Comum Curricular – BNCC norteia a elaboração do currículo nas escolas buscando uma formação comum e que respeite a diversidade da população escolar.

A BNCC, homologada em dezembro de 2017 com orientações curriculares para a Educação Infantil e Ensino Fundamental – Anos Iniciais e Finais e, em dezembro de 2018, para o Ensino Médio, está prevista nas Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1996), nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (2010), nas do Ensino Fundamental de 9 (nove) anos (2010) e, nas do Ensino Médio ( 2018) que compondo o Sistema de Ensino Brasileiro deverão adotar, independente do segmento, os seguintes princípios que norteiam as políticas educativas e as ações pedagógicas nas escolas:

 

I – Éticos: de justiça, solidariedade, liberdade e autonomia; de respeito à dignidade da pessoa humana e de compromisso com a promoção do bem de todos, contribuindo para combater e eliminar quaisquer manifestações de preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

 II – Políticos: de reconhecimento dos direitos e deveres de cidadania, de respeito ao bem comum e à preservação do regime democrático e dos recursos ambientais; da busca da equidade no acesso à educação, à saúde, ao trabalho, aos bens culturais e outros benefícios; da exigência de diversidade de tratamento para assegurar a igualdade de direitos entre os alunos que apresentam diferentes necessidades; da redução da pobreza e das desigualdades sociais e regionais.

III – Estéticos: do cultivo da sensibilidade juntamente com o da racionalidade; do enriquecimento das formas de expressão e do exercício da criatividade; da valorização das diferentes manifestações culturais, especialmente a da cultura brasileira; da construção de identidades plurais e solidárias. (BRASIL, 2010).

 

Nessa interface e compreendendo a complexidade da formação do aluno nos Anos Iniciais, especificamente, a qual vai muito além das normativas das Diretrizes e dos orientações curriculares postos pela BNCC , objetivamos com esse livro Concepções e práticas pedagógicas nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental: diálogo de/para/ entre professores promover o diálogo entre professores universitários formadores de professores, professores em formação e professores das escolas sobre os saberes docentes e práticas pedagógicas. Os textos são resultados de pesquisas realizadas em escolas e reflexões sobre o trabalho a ser desenvolvido nos Anos Iniciais.

 O conjunto das discussões aqui apresentadas valoriza os saberes docentes dos professores autores e dos professores envolvidos com as pesquisa tal como reconhecido por Tardif (2002, p.54)[1], ou seja, “saber plural, formado de diversos saberes provenientes das instituições de formação, da formação profissional, dos currículos e da prática cotidiana”.

Cientes do potencial transformador da educação para a vida dos sujeitos e, admitindo que são os alunos que desenham o cenário de atuação dos profissionais da educação e que alavancam a reconstrução das práticas docentes, professores ávidos por inovação e familiarizados com os conhecimentos acumulados pela humanidade se reconhecem autores de suas próprias aulas mesmo que pareçam “ nadar contra a maré “ da política educacional, nas palavras de Libaneo (2006) [2], uma política desfigurada que somente no discurso a educação promove a emancipação do sujeito. Que façamos a diferença!

Sabemos que os índices de avaliação de aprendizagem da educação brasileira são desfavoráveis e, que “o problema se agrava com o uso da escola como legitimação de políticas sociais, resultando na pouca valorização dos conteúdos científicos e do trabalho dos professores voltado para o desenvolvimento do pensamento” (LIBANEO, 2016, p.53), mas é tempo, por mais árdua que a tarefa seja, de promovermos a reflexão coletiva entre pares sobre nossas ações e juntos valorizarmos os conteúdos científicos e os processos pedagógico-didáticos pelos quais possibilitam aos alunos o desenvolvimento das capacidades intelectuais, lutando com a exclusão social dentro da própria escola.

Desse modo, este livro é composto por sete capítulos. O primeiro “Gestão da sala de aula: o contrato pedagógico frente à aprendizagem ubíqua”, de autoria da Profª Drª Adrivania Maria Valério Honório, traz a temática sobre gerir democraticamente a sala de aula atentos à diversidade da clientela escolar, essa, aprendente nos mais variados espaços sociais presenciais ou não, incluindo as mídias que contribuem para a aprendizagem ubíqua. No espaço de sala de aula a democracia e a interação caminham lado a lado na relação professor-aluno, no entanto, o professor como responsável direto pelo processo de ensino e aprendizagem, é o condutor, acolhedor e o mediador da aprendizagem dos alunos, os quais trazem a vida para a escola e precisam serem ouvidos.

O texto “Assembleias de classe e a formação de subjetividades democráticas” das autoras Priscila Mendes Gonçalves e Renata Cristina Oliveira Barrichelo Cunha como segundo capítulo, centra sua discussão nas assembleias de classe e suas contribuições para a formação dos estudantes dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Recorre aos autores-referência na temática para argumentar sobre a importância das assembleias como momento institucional do diálogo e oportunidade de autoconhecimento, conhecimento do outro e reconhecimento recíproco, bem como de compromisso com a vida coletiva, respeito às diferenças e aprendizado da democracia e da solidariedade. As autoras apresentam os encaminhamentos para o desenvolvimento das assembleias nas salas de aula na expectativa de que as práticas registradas possam inspirar outros professores comprometidos com a participação dos alunos na vida da escola e com a formação de subjetividades democráticas. 

O terceiro capítulo, “A força da literatura brasileira: emancipando pessoas” de autoria de Adrivania M. Valério Honório, Beatriz Veregue e Bianca Karine Silveira Alves aborda a necessidade de compreendermos a tendência crítico-reprodutivista descritas por Bourdieu e Passeron (2011) e Althusser (1980) com intuito de incorporar o potencial da literatura como emancipadora de pessoas possibilitada no âmbito escolar. Em busca de estratégias para uma literatura menos escolarizada e mais como promotora de leitura de mundo (ZILBERMAN, 1985; FREIRE, 1989), as autoras dissertam sobre as contribuições da literatura lobatiana como possibilidade para a construção de um pensamento crítico acerca das questões sociais que permeiam a sociedade. Apresentam estratégias de leitura de mundo por meio da obra “Sítio do Pica Pau Amarelo” como recurso didático que podem levar os alunos a questionarem a (re)produção das desigualdades sociais na sociedade da qual estão inseridos.

O texto “A importância da história e cultura afro-brasileira e indígena nas escolas”, das autoras Elayne Batista Siqueira Brancalion, Graziele Pereira dos Santos e Thaysa Aguiar de Oliveira , apresenta a discussão sobre o modo como a Lei 10.639/2003, que inclui no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “ História e Cultura Afro-Brasileira”, incide no currículo e nas práticas pedagógicas com base em análises de documentos oficiais, livros didáticos, apostilas e atividades em instituições escolares. Reconhecemos que a lei 10.639/2003 ainda está sendo estudada e sua aplicação e sua implementação tem muito que avançar; os materiais didáticos que circulam hoje são o apoio necessário para o avanço da formação de professores, alunos, comunidade em geral e existe um acervo considerável nas escolas e nos espaços públicos da cidade para que o trabalho seja efetivado. A pesquisa mostrou que a cidade de Piracicaba, seja pelas instituições de ensino, poder público, secretaria estaduais e municipais, ONGs, movimentos negros, entre outros, tem se dedicado a colaborar para efetivação de uma política de igualdade de direitos a todos os cidadãos sem exclusão.

No capítulo cinco, “Contribuições da literatura infantil para o processo de alfabetização: práticas de letramento”, as autoras Danielle Rodrigues, Márcia Regina de Oliveira Savian e Paola Bottene Peres nos apresentam considerações e contribuições para a reflexão sobre o indispensável uso da literatura infantil no processo de alfabetização, partindo das práticas de letramento, bem como um olhar sobre as práticas pedagógicas presentes em sala de aula. Para o seu desenvolvimento buscou-se embasamento teórico em autores que discutissem essas temáticas, pautadas na perspectiva histórico-cultural do desenvolvimento humano de Vygotsky (2007). As autoras acreditam que por meio da literatura, os pequenos leitores podem entender e apropriar-se da função social da escrita e da sua efetivação.

“Corpo e escola: perspectivas de construção de uma educação integral”, de autoria de Leonardo Fernandes de Barros e Ivan Gimenes de Lima investiga a formação integral do ser humano a partir de práticas educativas que levam em consideração o corpo e a liberdade do educando no espaço escolar. Com os referenciais filosóficos de Marx e Engels (2008), e Foucault (2014), buscam compreender como a sociedade exerce influência sobre nossos corpos, a partir de Bourdieu e Passeron (2014) e Foucault (2014), como se dão as formas de controle sociais sobre o indivíduo e como se dá o controle dos indivíduos exercido pela escola. Por meio da História, pormenorizam a escola brasileira e seu norteamento político através de Souza (1998) e Reis-Filho (1981) e, expõem a indisciplina escolar na ótica do conceito de táticas e estratégias de Certeau (1998), salientando a centralidade do corpo nas relações escolares e da integralidade do ser humano no processo de ensino e aprendizagem. Ponderam os autores que, a escola é um ambiente de convencimento, coerção, admoestação, mas também de inventividade, de luta e tensões entre poderes nas relações educadores/sistema educacional/educandos e, que para amenizar os efeitos massificadores da educação, sugerem a concepção de um educando completo, integral, valorizando a dimensão corporal, sensível, estética nas práticas educativas.

O sétimo e último capítulo, “A formação do Pedagogo para o ensino da Matemática: superando as dificuldades e enfrentando desafios ”, as autoras Patricia Casagrande Malaguetta e Julia de Paiva Martins nos apresentam a importância da formação continuada do pedagogo para o ensino da Matemática, fornecendo reflexões sobre como o pedagogo pode lidar com as dificuldades de aprendizagem de seus alunos. Bem como o reconhecimento do trabalho conjunto com profissionais especializados – o psicopedagogo, para que possam ter um olhar reflexivo e crítico diante das situações desafiadoras vivenciadas na sala de aula, objetivando a melhoria do ensino e aprendizagem dos alunos no que diz respeito aos conceitos matemáticos.

  Boa leitura a todos!

Adrivania Maria Valério Honório.


[1] TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. 4ª Ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2002.

[2] LIBANEO, José Carlos. Políticas educacionais no Brasil: desfiguramento da escola e do conhecimento escolar. Cadernos de Pesquisa, v.46 n.159, p.38-62, jan./mar. 2016. Disponível em:  http://www.scielo.br/pdf/cp/ v46n159/1980-5314-cp-46-159-00038.pdf . Acesso em: 25set. 2019

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