A Palavra Própria e a Palavra Outra na sintaxe da Enunciação PE159938

A Palavra Própria e a Palavra Outra na sintaxe da Enunciação

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Mikhail M. Bakhtin; Valentin N. Volochínov !@
A palavra própria e a palavra outra na sintaxe da enunciação. 2ª edição. São Carlos: Pedro & João Editores, 2019. 232p.
ISBN 978-85-7993-777-4
1. Círculo de Bakhtin. 2. Sintaxe da enunciação. 3. Marxismo e filosofia da linguagem. 4. Volochínov. I. Título.
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TEORIA DA ENUNCIAÇÃO

E O PROBLEMA DA SINTAXE

 

 

1.        A importância do problema da sintaxe

 

Não é possível encontrar nenhuma abordagem fecunda para os problemas de sintaxe com base nos princípios e métodos tradicionais da linguística, especialmente com base no objetivismo abstrato, em que tais princípios e métodos encontraram sua expressão mais clara e produtiva. Todas as categorias fundamentais da reflexão linguística comparada indo-europeia são inteiramente fonéticas e morfológicas. Essa reflexão, plasmada sob uma perspectiva da fonética comparada e da morfologia, não consegue ver os outros aspectos da língua a não ser através das lentes das formas fonéticas e morfológicas. Através dessas lentes, a linguística tenta considerar também os problemas da sintaxe, o que a leva a reduzi-los a problemas de ordem morfológica[1] . É por isso que a sintaxe, na situação atual, encontra-se numa condição extremamente infeliz, como a maior parte dos estudiosos das línguas indo-europeias reconhece abertamente.

Isso é totalmente compreensível se levarmos em conta as características essenciais, conforme as quais uma língua morta e alheia é percebida – percepção direcionada pelos objetivos fundamentais de decodificação deste tipo de língua e do seu ensino[2].

Mas os problemas da sintaxe têm uma importância enorme para uma compreensão adequada da língua e de sua evolução. De fato, entre as formas da língua, as formas sintáticas são aquelas que mais se aproximam das formas concretas da enunciação, das formas dos atos verbais concretos. Toda análise sintática da palavra é uma análise do corpo vivo da enunciação, de modo que as formas sintáticas opõem uma forte resistência a sua redução ao sistema abstrato da língua. As formas sintáticas são mais concretas do que as morfológicas e as fonéticas e estão mais estreitamente ligadas às reais condições de fala. É este o motivo pelo qual numa abordagem como a nossa, que se volta para aquilo que na língua é vivo, as formas sintáticas são mais importantes do que as morfológicas e fonéticas. Mas, a partir do que dissemos, fica igualmente claro que um estudo profícuo das formas sintáticas é possível apenas em relação à elaboração de uma teoria da enunciação. Até a enunciação no seu conjunto permanece uma terra incógnita para o linguista; não é nem o caso de falar de compreensão real, concreta e não escolástica das formas sintáticas.



[1] A consequência desta tendência fechada a reduzir a forma sintática à morfologia é que na sintaxe, mais que em outro lugar no âmbito da linguística, domina uma concepção escolar.

[2] A isso acrescentamos os objetivos especiais que a linguística comparada se coloca: estabelecer o parentesco entre as línguas e sua hierarquia genética em relação à protolíngua. Esses objetivos reforçam posteriormente o primado da fonética na reflexão linguística. Infelizmente, no quadro do nosso trabalho, não pudemos tratar do problema da linguística comparada, apesar da sua notável importância na filosofia da linguagem contemporânea, devido ao lugar bastante relevante ocupado por esta na linguística contemporânea. Trata-se de um problema bem complexo e, mesmo para tratá-lo de maneira superficial, teria requerido uma considerável ampliação da nossa obra.


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